Ah se eu tivesse sabido
Naquele dia não teria ouvido
Lástimas falsas e gemidos tolos
Vindos do fingir sofrido
Se eu tivesse entendido
Que não havia se desfeito
Ou que tudo caminhava prum óbvio veneno
As solidões se encontraram na solidez
De minha solitude
Era só uma f(r)ase eu nem senti
Mas não queria não podia ver doer em mim
Acreditei no impassível do possível dia
Que de fato ocorreu para nós.
Se eu não tivesse insistido
Mas já tanto e de tanto te ver incompreensível
As respostas se deram às perguntas menos cabíveis
De mãos dadas sorri e chorei pelos mesmos motivos
Aparecer do nada não te fará mais homem nem mais certo
Não te trará o certo pelo incerto
Não te fará chegar mais perto
Vacinei-me na veia e na alma contra os imperativos da sua falta de atitude
Chegar atrasado só me dá mais inquietude
E vontade de voar para outros fins
Se eu tivesse fugido
Sem provar sem saber sem me dar
Mais fácil seria recusar seus convites
Mas hoje as recusas se escusam nos tropeços de suas ações impensadas
Chega e para do nada
Para.
Perdoe-se. Você não sabe o que está fazendo.
O que eu não faço não me leva a nada.


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