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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A perfeição tem seu Nome

#metade
Saudade é a palavra que se dá quando não se vê o Sol. E é assim que me lembro, fecho os olhos e bem vejo que naqueles dias eu ainda via o sol acima do Sol. Os raios daquele pousavam levemente nos ombros deste, enquanto meus olhos acompanhavam seus passos rumo àquele lugar de luto, onde visivelmente havia pranto e dor em forma de rugas. Já faz tanto tempo! E quase posso ainda ver o Sol brilhando em minha direção, único, unânime, autossuficientemente... lindo. Um rosto feito como uma pintura realista, em que cada traço representa uma história, cada uma das leves pinceladas forma um passo dado do passado ao presente dado. Mas, não. Não pintariam esse rosto porque não há tintas, nem artistas. A perfeição tem seu nome. O nome que vê no meu seu quase espelho. Ah o espelho! Narciso se esconderia de inveja e Eros perderia seu trono! Mas faz tanto tempo... Que eu quase vi meu Sol passear por entre as ruas da outra cidade. Era tanta a vontade de ver... Eu quase pari seu filho que aquela ostentou só para tentar ver naquele rosto o rosto de que tanto necessito! Ainda vivo. Ainda vivo? Não há calor sem Sol. Não há esplendor. Sol frio que me aquece indiferente independentemente do que sinto. Do que sente. Dor latente. Agora dor gritante. Se tivesse mais vinte anos, teria meu Presente?

Juliana Barreto
2013

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