sábado, 9 de setembro de 2017
Amo e não tenho a ambos
Amo (e não tenho) a ambos Rasgue meu peito e você irá ver Um coração dividido Dolorido Bipartido entre o improvável e o impossível. Dois amores coloridos Diferentes escadas que levam ao infinito É como querer propositalmente precipitar-me num abismo É ingenuamente abraçar meu inimigo. Abra seu coração e você irá ver Como estou lá dentro esperando por você Mesmo depois de todas as inconstâncias Mesmo abandonada por quaisquer esperanças Mesmo não conseguindo esquecer nenhuma de nossas lembranças. Olhe para dentro de você e tente enxergar Como tudo o que eu fiz foi para te agradar O tanto que eu lutei para não deixar de te amar Como é só te ver para deixar-me embriagar no seu olhar. Olhe para nós e perceba O quanto é difícil aceitar a realidade Seja por causa de um amor improvável devido à falta de equidade Seja por um amor impossível que não consegue romper o significante detalhe De uma determinada adversidade. Sinto-me presa por vontade Ao embalo de duas diferentes canções, mas Dançadas no mesmo compasso Procurando amar sempre, mesmo que inutilmente Deixando tanto a vida quanto a morte entrarem pelo meu nariz Deixando-me embriagar pela incerteza de ser feliz Caindo e levantando repetidamente mil vezes Na improvável e impossível esperança de um dia te conseguir. Amo (e não tenho) a ambos E isso não dá para digerir... (Juliana Barreto) 20/08/2009
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