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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Arrancar-te dos meus sonhos não me custa
Custa-me, antes, ter de acostumar-me
Com a ideia de não te ver
Pelo menos neles.
Custa-me, e apenas eu reconheço o preço,
Abrir os olhos e não te ver
Fechá-los e nada mudar
Isso, sim, custa-me!
Sofrer-me por dentro e por fora também
Procurar teu encanto
Na palidez do rosto de alguém
Amar-te, desejar-te, chamar-te,
Ofensivamente,
Sem ser ouvida por ninguém.
Ter-te
Ver-te
Flerte.
Apenas tua resposta aos meus estímulos
E eu poderia ser-te.
Juliana Barreto

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