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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Devassa



É ali olhando pra Lua
tirando em minha mente
a roupa
ficando nua
Olhando pra minha boca
vermelha
que beija a sua…
que meu suspiro se faz ilusão.
Mente que vaga
mão que afaga
Gozo que apaga
meu fogo.
E a serpente que se enrosca em meus cabelos
e divaga pela flor
e desce nos meus joelhos
e de pé te vejo

me vendo por inteiro.
Se a rua soubesse o que ando fazendo
se meu ouvido não ouvisse o sussurro que vou gemendo
se minha pele não arrepiasse
com a sua palma tremendo…
mas é no frio
que o teu calor eu sinto
vou mugindo
como uma vaca
dizendo que amo enquanto minto
e derramo em suas pernas
o meu líquido vinho tinto…
de paixão.
Não é raro o que digo
ou divago.
Não reclame meu bem
se é frio
o meu abraço.
Sou sua força enquanto estou contigo.
Mas se não me satisfaz do jeito que preciso
mato de prazer teu maior inimigo. - Juliana Barreto

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