Em meio ao caos,
nuvens de fumaça e o cinza da fábrica,
o verde que falta na consciência análoga
à consciência dos loucos,
Em meio às trevas e a tantas e tantas
tarântulas!
E há tantas…
Em meio ao escuro da chuva transparente que pinga
insistentemente e incomoda como a goteira noturna
e nos leva à aproximação de um abismo tímido
que, aos poucos, tão aos poucos,
nos suga e nos corrompe,
Em meio ao ciclo natural de finita infinitude,
às cenas tristes do frio que faz doer ossos,
e lamaçais que se perfazem ocasionando medo
na correria entre os carros
na angústia do último aceno
na ânsia de cada um dos afogamentos…
Eis que surge o Sol
E a minha sensação não é apenas alívio
Gozo infinito de um prazer extremo e louco
Satisfação das minhas fantasias todas contidas.
Para cada escuridão, uma luz.
Para cada preocupação, uma resposta bem simples…
Depois da tempestade, meu amor, te desenhei o arco-íris.
(Juliana Barreto)
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
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