Eu estou no cais
Vejo seu navio partindo
Nem posso dizer adeus
Mas digo a Deus
O meu grito de desespero.
Não há lenços brancos
Há apenas o meu olhar
Bastaria me olhar para saber
Bastaria me olhar…
Vejo o seu navio distanciando
E eis que some atrás das neblinas do mar
Cada instante um novo momento
Eu nunca mais te verei
Do mesmo jeito.
Nunca mais te verei.
Mas eu enxergo de olhos fechados
E assim te sinto em todo Sempre.
Era Amor.
Veja bem, meu bem,
Era Amor.
É.
Será.
Sempre.
E te espero do outro lado do oceano
Do outro lado do mundo,
Meu mundo,
Em outro mundo.
E um dia você ressurgirá
Em outras águas, em outro mar
Quase posso ver seu retorno
E quase posso tocar meu sentimento
Do outro lado do mundo,
Meu mundo,
Em outro mundo.
E um dia você ressurgirá
Em outras águas, em outro mar
Quase posso ver seu retorno
E quase posso tocar meu sentimento
Mas até lá…
Sabe-se lá como estarei vivendo
Mas eu estarei te esperando
Com os mesmos braços de abraçar
Que você rejeitou
Com os mesmos lábios de beijar
Que eu quis te entregar
Quando você me negou.
Um dia, meu Ar,
Um dia…
Jogo todo
O meu pranto
Amor e desencanto
Ou acalanto
Lento momento de te rever
Uma vez, um instante, uma fração de tempo
Indo, vindo, vendo estar maior
Seu esforço em não me agradar agradando
Um dia…
Meu grito sufocante te atingirá
Você vai aprender que não pode me deixar.
Sabe-se lá como estarei vivendo
Mas eu estarei te esperando
Com os mesmos braços de abraçar
Que você rejeitou
Com os mesmos lábios de beijar
Que eu quis te entregar
Quando você me negou.
Um dia, meu Ar,
Um dia…
Jogo todo
O meu pranto
Amor e desencanto
Ou acalanto
Lento momento de te rever
Uma vez, um instante, uma fração de tempo
Indo, vindo, vendo estar maior
Seu esforço em não me agradar agradando
Um dia…
Meu grito sufocante te atingirá
Você vai aprender que não pode me deixar.
Juliana Barreto

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