Fica quieto
Que eu abraço a tudo o que vier
Diz com quem não mais anda
Que eu aclamo a tudo o que tu és.
E, assim, toco o teu rosto
Com as palavras que eu nunca te disse
Transformo-te em verbo
Neste momento de prece
E acato a todos os seus imperativos.
Se nos houvesse mais espaço
Se não estivéssemos tão presos no tempo
Se se desmoronassem as pedras dessa muralha...
Que por ti foi interposta
A despeito das minhas apostas
Com meu amor, teu abandono se conforma!
Seco tuas lágrimas
Meu peito te conforta.
E nos levantamos do chão da descrença
Retifico o que de mim tu pensas
Para trazer nossos sentimentos
De volta de outras eternidades
Juliana Barreto, 2018
terça-feira, 12 de março de 2019
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