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terça-feira, 12 de março de 2019

Ode à Imperatriz

Ah! Bendita a mãe que te pariu
Que te pôs no mundo eliminando
O óbvio
Tal qual artista plástica de dotes perfeitos deixando na arte
A sua obra-prima!
Bendita!
Benditas as mãos que tocaram teu corpo ainda pequeno
Que te conduziram ao bem
E que te moldaram a ser quem tu és.
Benditas as mulheres que provaram teu gosto e amaram teu corpo
Bendita!
Bendita a mulher que fez de seu coração um local seguro e ali te colocou.
Bendito o mar que roubou a cor dos teus olhos
Só para me encher de dor.
Bendita eu que sou tua sem que me tenhas permitido
Bendita essa tua boca que beijo
Sem que tenhas percebido
Bendito o sim que de ti ouço
No vácuo dos meus ouvidos.
Bendita a cor da tua pele alva
Em contraste com os meus cabelos derramados em teu peito.
Eu poder-te-ia dizer mil outras coisas, e a ti faria ainda mais!
Bendito o momento que rompeste o silêncio do vão de minhas pernas
Para tornar-te inesquecível. 

Juliana Barreto, 2018.

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