Fecho os olhos e me abre aquele sorriso.
Digo pra mim mesma
Não acredito!
Era fogo, apagou.
Era carisma, tornou-se indiferença.
Era carinho, tornou-se um
Não.
E foram tantas palavras ditas,
impregnadas de verdades absolutas, incontestáveis.
E eram olhos que brilhavam.
E era sentimento que exalava.
Era vontade de ver.
Era vontade de ter.
Era vontade de ser.
Feliz?
Mas não houve arco-íris após a chuva.
E me molhei no banho mais ingênuo, que, seguido de um beijo,
não sabia que havia outros pensamentos.
Eu estive ali,
no lugar marcado,
no tempo certo,
no encontro ansiosamente esperado.
Mas o que vi não estava lá.
O pensamento era outro,
mesmo que a alegria fosse a mesma.
Uma ausência ainda que presença.
E não se entende por que tantos desencantos
no mais profundo gesto
de mãos dadas.
Não mais promessas.
Não mais planos.
Não mais toques.
Não mais'eu te amo’s.
O vinho suave agora desce amargo porque tem gosto de adeus.
Se eu soubesse que teria sido o último,
teria prolongado pro resto dos minutos o beijo que você me deu.
(Juliana Barreto- 08/11/13)

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