Olhar-te-ia por toda uma vida
E traria um pouco mais desta
Sensação festiva
De alongar o corpo por cima
Enquanto vislumbraria a brancura da face tua
Olhar eu iria
Pela janela da lua a luz fina
Entrando e saindo em movimentos retilíneos ou cíclicos
Ou ainda
Ouvindo o rouco da voz de calmaria.
Olhar-te-ia por toda uma vida
Sem pensar no acaso
Todas as nossas vidas de novo eu viveria
Só para te dar o que na outra eu já houvera esquecido
Esquecer a outra eu iria
Para juntar os polos com tua camisa polo, na tua pele fria
Aquecê-la-ia enquanto tu dormirias
Não há tempo que nos seja suficientemente longo
De mais algumas centenas de anos eu precisaria
E, assim, ter-te-ia de novo
Olhando-te dentro do olho
Sentindo tua maresia.
Jan/2018 Juliana Barreto.

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