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sexta-feira, 2 de março de 2018

Uma carta de amor

*postagem de 3 de março de 2014:


Uma carta de amor

Uma carta de amor

Querida Alma Gêmea,

Sim, as ficções me inspiraram. Há tempos que procuro entender o que se passa comigo, esta solidão e sentimento de angústia que não acabam... E, acima de todas as coisas palpáveis, está essa sensação tão intensa de que você existe. E é por isso que me refiro a você quase como um conhecido nesta vida. Não o vejo. Mas sei que já estive em seus braços tantas vezes quanto me foi permitido. Não o sinto, porém é evidente que bastaria um dedo de Deus para que nossos caminhos se cruzassem para sempre. Eu acredito em você. Tanto quanto acredito em Deus ou em mim. Ou no Sol.
São lágrimas que caem a cada momento que me vejo correndo, gritando pelo seu nome, implorando que não me afastassem de você, tentando permanecer ao seu lado. Eu, com um vestido vermelho, os cabelos longos, pretos, tão diferente de como estou nesta vida. Você, eu não sei. Quase não vi o seu rosto em nenhum dos milhares de sonhos que já tive com você. Quase não sorrio desde então. Meu sorriso é hoje como o Sol em dia de chuva, apagado, quase inútil, sem cor. Não vivo.
Desde que comecei a ter lembranças de outras vidas ao seu lado, entendi por qual motivo, desde a minha infância, eu espero por alguém. Alguém que já teve em minha imaginação tantos nomes, tantas feições! E nenhuma encontrei frente a frente. Espero por você desde que nasci. Esta é a minha missão. Encontrá-lo. E foi vendo um ou dois filmes, lendo um ou outro livro, imaginando como seria bom revê-lo, que comecei a chorar e a pensar... vou escrever, mesmo que isso nunca chegue até você.
Esta não é uma carta de amor, contradizendo o título acima. É um desabafo. Feito em lágrimas, triste, melancólico, solitário. Como eu. Como eu estou sem você. O meu peito sangra e a dor é terrível a cada momento que penso como seria se estivéssemos juntos. Parece mesmo que o conheço. É quase físico o amor que sinto por você. Quase palpável. Eu quase toco a vontade de me reencontrar com você. Intenso.
Não há maior milagre do que aquele que o trará para perto de mim novamente. Não há felicidade maior que a que terei quando puder olhar em seus olhos, sejam eles tão azuis quanto vi, sejam de qualquer outra cor. Seja a sua pele tão pálida quanto me pareceu em minhas visões, seja de qualquer outra cor. É a sua pele que me importa. O toque. É dela que viverei o restante de vida que Deus me permitir após reencontrar você.
Tento terminar esta carta. Sem endereço. Sem destinatário. E com um remetente ocultamente declarado. Jamais poderei entregá-la em suas mãos se Deus não o apresentar para mim. Se não o trouxer para mim. Se não me levar até você. Jamais saberei se chorou ou se alegrou por receber notícias minhas. Jamais.
E, contudo, lanço esta carta nas águas revoltas do mar das redes sociais, à espera de... não sei.
Se um dia você a ler, você entenderá que falo a seu respeito. Você saberá o que fazer.
Meu tudo, meu amor, minha alma gêmea... são poucas palavras, mas tanto a dizer! Que a doçura do que meu coração escreveu consiga alcançar o mais íntimo do seu ser. E que, a partir do momento que essas letras chegarem até você, você possa me sentir, sentir meu toque. Apenas com essas letras poderei tocar você?
Não há palavras suficientes. Não há palavras. Há apenas este nó na garganta por não saber do futuro, sendo você meu Presente.
Espero você, espero de você a vida que perdi, quando me arrancaram dos seus braços e nos conduziram a mortes cruéis na fogueira.
Tantos séculos que não o vejo, meu bem. Até quando?
E termino este lamento olhando para cima, com os olhos cheios de lágrimas, com um soluço estúpido na garganta, implorando a Deus que me devolva a minha outra metade. Minha oração rompe o céu e chegará ao Pai. Sou apenas parte do que poderia ser se você estivesse ao meu lado. Esperarei por você o tempo que for preciso, pela eternidade levarei meu amor por você.


Sempre sua, alma-metade

J.


ahhfalaserio
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